domingo, 16 de março de 2014

Educação Escolar de Pessoas com Surdez_ AEE em Construção


A educação dos surdos continua sendo um grande desafio aos profissionais da educação no processo de escolarização.  Portanto, a Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva visa refletir acerca do Atendimento Educacional Especializado para alunos surdos nas salas de Recursos Multifuncionais, e como esses espaços podem contribuir no ensino-aprendizagem e na permanência desses alunos no contexto do ensino comum. Enfatiza-se o aspecto bilíngüe considerando a Língua Brasileira de Sinais como a primeira língua e a Língua Portuguesa como segunda língua.
Na perspectiva inclusiva da educação de pessoas com surdez, o bilinguismo que se propõe é aquele que destaca a liberdade de o aluno se expressar em uma ou em outra língua e de participar de um ambiente escolar que desafie seu pensamento e exercite sua  capacidade perceptivo-cognitiva, suas habilidades para atuar e interagir em um mundo  social que é de todos, considerando o contraditório, o ambíguo, as diferenças entre  as pessoas.
Não se deve em hipótese alguma, considerar que a abordagem educacional com bilinguismo para surdos contente-se apenas com a aquisição da Língua de Sinais (L1). O surdo tem em si mesmo condições de ser bilíngüe e têm, primordialmente, o direito de receber, do sistema de ensino, recursos que o capacitem a ser usuário das duas línguas. (SÁ, 1999).
O  Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005,  determina o direito de uma educação que garanta a formação da pessoa com surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo. A inclusão de pessoas com surdez na escola comum requer que se busquem meios para beneficiar sua participação e aprendizagem tanto na sala de aula como no Atendimento Educacional Especializado. DAMÁZIO (2007).
O aluno surdo ao ser incluído na classe comum, no contra turno ao atendimento oferecido na SRM, ele participa das atividades escolares através da mediação realizada pelo profissional Tradutor /Interprete de Libras. É claro que esta realidade ainda não é a ideal,  no espaço da sala de aula, normalmente, a relação direta do aluno surdo com o seu professor não é possível, dando-se, na maioria, através do intérprete.

Referências:


DAMÁZIO, M.F.M.; FERREIRA, P.J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez- Atendimento Educacional Especializado em construção-2010