A
educação dos surdos continua sendo um grande desafio aos profissionais da
educação no processo de escolarização. Portanto,
a Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva visa
refletir acerca do Atendimento Educacional Especializado para alunos surdos nas
salas de Recursos Multifuncionais, e como esses espaços podem contribuir no
ensino-aprendizagem e na permanência desses alunos no contexto do ensino comum.
Enfatiza-se o aspecto bilíngüe considerando a Língua Brasileira de Sinais como
a primeira língua e a Língua Portuguesa como segunda língua.
Na
perspectiva inclusiva da educação de pessoas com surdez, o bilinguismo que se propõe
é aquele que destaca a liberdade de o aluno se expressar em uma ou em outra língua
e de participar de um ambiente escolar que desafie seu pensamento e exercite sua capacidade perceptivo-cognitiva, suas
habilidades para atuar e interagir em um mundo
social que é de todos, considerando o contraditório, o ambíguo, as
diferenças entre as pessoas.
Não
se deve em hipótese alguma, considerar que a abordagem educacional com bilinguismo
para surdos contente-se apenas com a aquisição da Língua de Sinais (L1). O
surdo tem em si mesmo condições de ser bilíngüe e têm, primordialmente, o
direito de receber, do sistema de ensino, recursos que o capacitem a ser
usuário das duas línguas. (SÁ, 1999).
O Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, determina o direito de uma educação que
garanta a formação da pessoa com surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais e
a Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituam
línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea
no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo
educativo. A inclusão de pessoas com surdez na escola comum requer que se
busquem meios para beneficiar sua participação e aprendizagem tanto na sala de
aula como no Atendimento Educacional Especializado. DAMÁZIO (2007).
O
aluno surdo ao ser incluído na classe comum, no contra turno ao atendimento
oferecido na SRM, ele participa das atividades escolares através da mediação
realizada pelo profissional Tradutor /Interprete de Libras. É claro que esta
realidade ainda não é a ideal, no espaço
da sala de aula, normalmente, a relação direta do aluno surdo com o seu
professor não é possível, dando-se, na maioria, através do intérprete.
Referências:
DAMÁZIO, M.F.M.; FERREIRA, P.J. Educação
Escolar de Pessoas com Surdez- Atendimento Educacional Especializado em
construção-2010
Rita Cristina, acredito que a atenção primordial deva ser a do potencial que as pessoas com ou sem deficiência possuem; independente da deficiência,da diferença ou dos limites.
ResponderExcluir