quinta-feira, 10 de julho de 2014

" O MODELO DOS MODELOS" E AS RELAÇÕES COM O AEE


                     " O modelo dos modelos "                                          
                                                                                Ítalo Calvino


No texto " O modelo dos modelos" de Italo Calvino, o autor relata que para o Senhor Palomar  era preciso construir um modelo geométrico, lógico e perfeito, depois observar a adaptação aos casos práticos da experiência, e adaptá-lo para que coincidisse com a realidade. Suas regras foram aos poucos se modificando e já não desejava um modelo perfeito, mas vários tipos, como os  transparentes, diáfanos e sutis que fossem capazes de interagir com a realidade.
Em relação ao Atendimento Educacional Especializado - AEE, pode-se perceber que a educação inclusiva passou e ainda passa por esse processo. Antes, destinava-se apenas às pessoas com necessidades especiais, e hoje sabe-se que vai além disso, envolvendo todo um social.
Na inclusão, precisamos de várias formas, estratégias e métodos diferenciados para cada caso, pois estamos lidando com seres humanos que agem, pensam e reagem de formas diferentes. Devemos respeitar a diversidade desses seres que necessitam conviver juntos com estes modelos sociais. A educação deve se adaptar a esta realidade, respeitando o direito do outro, sem preconceito, dando-lhe oportunidade de uma educação digna, que todo ser humano necessita, oferecendo oportunidades e alternativas para que consiga interagir no mundo social com mais autonomia. 
Contudo, a inclusão com garantia de direitos e qualidade de educação ainda não é uma realidade propriamente dita, pois é um caminho que está em constante construção, por meio do qual várias mudanças serão necessárias, entre elas estruturais, pedagógicas e capacitação de professores.



quinta-feira, 5 de junho de 2014


RECURSOS E ESTRATÉGIAS PARA O  DESENVOLVIMENTO DE ALUNOS COM TGD

TÍTULO DA ATIVIDADE

Painel com alfabeto móvel e material concreto

PÚBLICO

Alunos de 6 e 7 anos com TGD em processo de alfabetização

LOCAL DE UTILIZAÇÃO

Sala de Recurso Multifuncional _ AEE

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE

   Esta é uma atividade bem interessante para   associar  letra inicial_ objetos.
   Muito bom  para trabalhar  com crianças especiais  inclusive com TGD, na qual  proporciona o processo de alfabetização.
   O painel na realidade são duas sapateiras, com alfabeto em EVA, utilizando objetos como: apontador, boneca, cola, dado, e outros que estejam disponíveis, associando de acordo com a letra inicial. Também  pode-se trabalhar ordem alfabética, pré-nome e oralidade.
   O professor poderá fazer intervenções a todo momento como: essa é a letra A, qual a primeira letra de pincel, zebra começa com qual letra, pegue as letras do seu nome, o que começa com a primeira letra do seu nome, qual é a última letra do painel.






segunda-feira, 28 de abril de 2014

SURDOCEGUEIRA  E  DEFICIÊNCIA  MÚLTIPLA

SURDOCEGUEIRA
      A surdocegueira é uma deficiência  em que a pessoa  apresenta  perda da visão e da audição ao mesmo tempo. A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida e não é deficiência múltipla.   A perda sensorial traz dificuldades para o desenvolvimento da compreensão do ambiente e muitas vezes a pessoa com surdocegueira fica isolada das informações do mundo que a cerca. O surdocego necessita da utilização  do olfato, paladar, tato e os  que ainda possuem resíduo visual e ou auditivo, estes  sentidos  lhe trarão informações sobre seu ambiente. 

CAUSAS

      Algumas pessoas  se tornam surdocegos em decorrência de alguma condição resultante de meningite ou acidente com trauma. Outras condições como danos cerebrais, paralisia cerebral, diabetes,  rubéola materna, complicações devido a prematuridade, degeneração da retina em função de retinose pigmentar, síndromes genéticas e encefalite estão entre as causas freqüentes da surdocegueira.

TIPOS DE SURDOCEGUEIRA

-Baixa visão com Surdez Congênita ou Adquirida.
-Surdez Congênita e Cegueira Adquirida
-Cegueira e Surdez Adquirida
-Cegueira e Surdez Congênita
-Cegueira Congênita e Surdez Adquirida

DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA

      A Deficiência Múltipla refere-se à associação de duas ou mais deficiências, conforme o Decreto nº 5.296, art. 5º(BRASIL, 2004). É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas que afetam  o funcionamento individual e o relacionamento social. As pessoas com deficiência múltipla apresentam características específicas, individuais, singulares e não apresentam necessariamente os mesmos tipos de deficiência. É a deficiência auditiva ou a deficiência visual associada a outras deficiências (mental e/ou física), como também a distúrbios neurológicos, emocionais, linguagem e desenvolvimento educacional, vocacional, social e emocional, dificultando a sua autossuficiência.
      Segundo GODÓI (2006 ).  A caracterização dessa deficiência se dará de acordo com o nível de desenvolvimento e de alteração de cada ordem e a necessidade especial de cada  pessoa. 

CAUSAS

 Icterícia (pele  amarelada)
 Otite médica crônica (infecção do ouvido)
 Falta de oxigênio
 Sarampo
 Traumatismos
 Glaucoma
 Tumor cerebral
 Toxoplasmose
 Catarata
 Casamentos consanguíneos


EXEMPLO DE VIDA





      Heldyeine Soares comunica por Libras (Língua Brasileira de Sinais) tátil - os sinais são feitos nas mãos, que ficam em forma de concha, para que ela os sinta e os interprete.
      Sua história  foi publicada no livro "Heldy Meu Nome - Rompendo as barreiras da surdocegueira", escrito pela pedagoga Ana Maria de Barros Silva, impressionada com o desempenho de Heldyeine.
      "Essa é uma história de sucesso que não poderia ficar apagada. Surdocegos congénitos como ela tendem a ficar isolados, não têm esse desenvolvimento", diz a autora, que trabalha há mais de 40 anos com a educação de surdocegos.



  










domingo, 16 de março de 2014

Educação Escolar de Pessoas com Surdez_ AEE em Construção


A educação dos surdos continua sendo um grande desafio aos profissionais da educação no processo de escolarização.  Portanto, a Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva visa refletir acerca do Atendimento Educacional Especializado para alunos surdos nas salas de Recursos Multifuncionais, e como esses espaços podem contribuir no ensino-aprendizagem e na permanência desses alunos no contexto do ensino comum. Enfatiza-se o aspecto bilíngüe considerando a Língua Brasileira de Sinais como a primeira língua e a Língua Portuguesa como segunda língua.
Na perspectiva inclusiva da educação de pessoas com surdez, o bilinguismo que se propõe é aquele que destaca a liberdade de o aluno se expressar em uma ou em outra língua e de participar de um ambiente escolar que desafie seu pensamento e exercite sua  capacidade perceptivo-cognitiva, suas habilidades para atuar e interagir em um mundo  social que é de todos, considerando o contraditório, o ambíguo, as diferenças entre  as pessoas.
Não se deve em hipótese alguma, considerar que a abordagem educacional com bilinguismo para surdos contente-se apenas com a aquisição da Língua de Sinais (L1). O surdo tem em si mesmo condições de ser bilíngüe e têm, primordialmente, o direito de receber, do sistema de ensino, recursos que o capacitem a ser usuário das duas línguas. (SÁ, 1999).
O  Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005,  determina o direito de uma educação que garanta a formação da pessoa com surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo. A inclusão de pessoas com surdez na escola comum requer que se busquem meios para beneficiar sua participação e aprendizagem tanto na sala de aula como no Atendimento Educacional Especializado. DAMÁZIO (2007).
O aluno surdo ao ser incluído na classe comum, no contra turno ao atendimento oferecido na SRM, ele participa das atividades escolares através da mediação realizada pelo profissional Tradutor /Interprete de Libras. É claro que esta realidade ainda não é a ideal,  no espaço da sala de aula, normalmente, a relação direta do aluno surdo com o seu professor não é possível, dando-se, na maioria, através do intérprete.

Referências:


DAMÁZIO, M.F.M.; FERREIRA, P.J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez- Atendimento Educacional Especializado em construção-2010